Os Jogos Olímpicos são, sem dúvida, um dos eventos mais emocionantes e esperados do mundo do desporto, e os de 2024 em Paris não foram exceção. Mas por detrás de todas as medalhas, recordes e cerimónias glamorosas, há algumas curiosidades estranhas que, muito provavelmente, nunca ouviste falar.
Assim como os nadadores preferiam ter ignorado o Rio Sena, também vamos ignorar todos os grandes dramas que existiram nos Jogos Olímpicos deste ano (que não foram poucos), e vamos levar-te numa viagem ao lado mais divertido deste evento.
1. Morder as medalhas para ver se é ouro
Um dos momentos mais icónicos dos Jogos Olímpicos é ver os atletas a morderem as suas medalhas de ouro. Mas já te perguntaste porquê? Na verdade, este gesto remonta aos tempos em que os comerciantes testavam a pureza do ouro mordendo-o, já que o ouro puro é relativamente macio e deixaria uma pequena marca.
Atualmente, as medalhas olímpicas contêm apenas uma pequena quantidade de ouro, sendo principalmente feitas de prata. Portanto, morder a medalha é mais uma tradição do que uma verdadeira prova de autenticidade. Quem sabe, talvez algum atleta esteja apenas a verificar se ganhou um dentista gratuito para cuidar dos danos!
Este ano, o destaque vai para a atleta chinesa que, mesmo sem entender o que se estava a passar, ao ver as duas atletas italianas a morder a medalha não quis ficar de fora e protagonizou um dos momentos mais engraçados destes Jogos Olímpicos:
© The Independent
2. A chama olímpica que nunca se apaga
Uma das tradições mais fascinantes dos Jogos Olímpicos é a chama olímpica, que simboliza o espírito dos jogos e a paz mundial. Mas sabias que, uma vez acesa, a chama nunca se apaga? Desde o momento em que é acesa em Olímpia, na Grécia, até ao final dos Jogos, a chama é cuidadosamente mantida acesa, passando de uma tocha para outra através de um percurso global.
Esta tradição começou nos Jogos Olímpicos de Verão de 1928, em Amesterdão, e tem sido mantida com grande zelo desde então. Até já se tentou apagar a chama em protesto ou por acidentes, mas sempre há uma "chama de reserva" para garantir que o fogo nunca morre. É como aquela vela de aniversário que nunca consegues apagar, mas numa escala muito maior!
© Olympics
3. Uma competição inclusiva: amadores, crianças e até… nus?
Os Jogos Olímpicos são o palco dos melhores atletas do mundo, mas nem sempre foi assim. No passado, qualquer pessoa que tivesse uma paixão pelo desporto podia competir — mesmo que fosse um amador ou, pasme-se, uma criança! Sim, antes das regras serem mais rígidas, até os miúdos se podiam aventurar nos jogos. Imaginas uma criança a competir lado a lado com adultos nos 100 metros livres? Pois é, os Jogos Olímpicos já tiveram momentos assim.
Além disso, na Grécia Antiga, os atletas competiam nus! Não havia calções, camisolas ou sapatilhas - apenas o corpo e o orgulho de competir. Esta prática servia para celebrar a beleza do corpo humano e para evitar que os atletas se destacassem pela roupa e não pelas suas capacidades. Parece que as coisas mudaram bastante…achas que para melhor ou para pior?
© Champions Speakers
4. Uma competição inclusiva: amadores, crianças e até… nus?
Passando da Grécia Antiga para a década de 60, vamos contar-te uma das histórias mais inspiradoras e estranhas da história dos Jogos Olímpicos: durante os Jogos Olímpicos de Roma, o atleta etíope Abebe Bikila venceu a maratona... descalço! Sim, leste bem, descalço. Abebe não tinha patrocínios milionários nem sapatilhas de alta tecnologia; apenas a sua incrível determinação e, claro, pés de aço.
Apesar de lhe terem oferecido um par de sapatilhas pouco antes da corrida, Bikila optou por correr sem elas porque não lhe assentavam bem. No final, cruzou a linha da meta em primeiro lugar, e estabeleceu um novo recorde olímpico. Na tua próxima corrida, experimenta deixar os ténis em casa!
© Globo
5. Breakdance e barretes frígios: as novidades de Paris 2024
A dança de rua subiu ao palco
Os Jogos Olímpicos de Paris 2024 trouxeram algumas surpresas bastante curiosas, como a inclusão do breakdance no programa oficial. Sim, a dança de rua nascida nos anos 70 partilhou o palco com desportos mais tradicionais. É uma forma de os Jogos se manterem atualizados e conectados com as novas gerações. Quem diria que as tuas habilidades de dança no recreio da escola um dia poderiam valer uma medalha olímpica?
Mascote mais inusitado
Os Jogos Olímpicos já foram representados por gatos, tigres, pandas, e até uma miscelânea de animais num só, mas o mascote oficial dos Jogos Olímpicos de Paris 2024 foi nada mais, nada menos do que um gorro. Mas calma, não foi um gorro qualquer, foi um barrete frígio – caso tenhas adormecido nessa aula de História: é um símbolo tradicional da Revolução Francesa.
Se estás a pensar como é que um gorro conseguiu o lugar de mascote, não estás sozinho! Mas este gorro vermelho representa a liberdade e é um símbolo importante da cultura francesa. Portanto, apesar de parecer estranho, faz todo o sentido... para os franceses, pelo menos.
© Olympics
Agora que conheces estas curiosidades dos Jogos Olímpicos, estás mais preparado para apreciar a próxima edição com um novo olhar. Afinal, nunca se sabe quando um novo momento estranho pode acontecer e entrar para a história! E, se não quiseres esperar 4 anos para apostares nos Jogos Olímpicos, lembra-te que podes apostar em inúmeras modalidades na nossa página de Apostas Desportivas.